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Por Dr. Claudio Gil Araujo.


5 de janeiro. Cada dia todos nós ficamos mais velhos. Todavia, por convenção, há um dia específico do ano em que nos tornamos "um ano mais velho". Hoje, é esse dia - estou completando 64 anos de vida!


É um número meio peculiar. Quase chegando à idade do ingresso livre no metrô e outras "benesses" concedidas aos idosos e no limite superior de um grupo etário - 60-64 anos - nas classificações desportivas, fazendo com que aqueles que competem, vão estar no seu ano "mais desfavorável".
Em 2019, livre das formalidades da vida universitária, entre as atividades na CLINIMEX e da vida cotidiana e familiar – que delícia curtir os dois netos! -, pude me dedicar ao que denominei de “ciência com prazer”. Ler, estudar, pesquisar, postar, palestrar, apresentar, inovar e publicar sobre o que está me dando prazer de fazer. O resultado desses últimos 365 dias de “ciência com prazer” foi muito legal. Aprendi muito, interagi com colegas do mais alto nível pelo mundo afora e produzi bastante. Foram mais de 10 publicações científicas em revistas brasileiras e do exterior, dezenas de postagens, várias palestras no Brasil e no exterior, algumas inovações e alguns trabalhos científicos apresentados em congressos europeus.
Nessa fase de "ciência com prazer", estou cada vez mais interessado em compartilhar o que eu aprendi, o que eu descobri e o que eu criei. Pensei então que seria legal, na data do meu aniversário, compartilhar pelas minhas redes sociais, uma breve retrospectiva comentada dessa fase de “ciência com prazer”.
Então, a partir de hoje e ao longo das próximas semanas, estarei postando na série “Ciência com Prazer – 2019”. Escolhi, para a primeira postagem, um dos posters apresentados no EuroPrevent 2019 (Lisboa, Portugal) em abril último, com a colaboração de meus parceiros da CLINIMEX e dos top colegas Jari Laukkanen (Finlândia), Jonathan Myers (Estados Unidos) e Dusan Hamar (Eslováquia).
Em breve síntese: nesse pôster mostramos que há uma associação entre a potência muscular máxima relativa ao peso corporal (medida em watts/kg de peso corporal no movimento de remada alta) e a sobrevida em homens e mulheres de meia-idade e idosos na coorte da CLINIMEX. A contribuição mais interessante dessa versão preliminar do estudo é que enquanto ter resultados baixos na potência muscular máxima relativa é associado a taxas altas de mortalidade por todas as causas, as curvas de sobrevida são similares naqueles homens e mulheres que se encontram no nível mediano ou acima dele. Ou seja, não devemos ter baixa potência, mas não é quanto mais melhor! As implicações dos resultados desse estudo para a saúde publica são muito amplas e foram objeto de várias matérias na mídia no exterior. Muitas dessas matérias divulgaram também a nossa proposta de exercícios resistidos – 2 a 3 séries de 6 a 8 repetições com velocidade máxima na fase concêntrica -, visando ganho preferencial de potência muscular.
Para ver ou ler algumas dessas matérias basta digitar “ability to lift weights quickly” no Google.


 


https://www.google.com/search?sxsrf=ACYBGNRrdSiMYnGTtDRnWLlBkqvWgnG8hw%3A1578226057054&ei=idERXrb5Avy75OUPgsy18AU&q=%22ability+to+lift+weights+quickly%22&oq=%22ability+to+lift+weights+quickly%22&gs_l=psy-ab.3..35i39i19j0i30i19.7467.10053..10469...0.0..0.183.645.0j4......0....1..gws-wiz.......35i39j0i22i30i19.pMIWnKB9UlM&ved=0ahUKEwj24YWctuzmAhX8HbkGHQJmDV4Q4dUDCAs&uact=5&fbclid=IwAR3bWWLLLbgoaOZ1O_8Ige67XxDG6WpiH16Ci5jwSz_2BCpTf8ElBWZLSRM


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 




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